Terça-Feira, 16 de Janeiro de 2018 - SÃO JOSÉ DOS QUATRO MARCOS

Educação acusa Sintep de abuso em escola em Mirassol

A secretaria estadual de Educação, Esporte e Lazer (Seduc) irá comunicar o Ministério Público Estadual para apurar fatos ocorridos na Escola Estadual 12 de Outubro, em Mirassol D Oeste (a 311 km de Cuiabá), nesta segunda (29), por tentativa de paralisação promovida pelo Sintep-MT.

Por decisão da comunidade escolar, a unidade não aderiu ao movimento. Por esse motivo, de acordo com denúncia da direção, membros do sindicato entraram na escola e pressionaram a equipe gestora e os docentes a encerrar as aulas. A gestão afirma que os manifestantes causaram constrangimento e aplicaram pressão psicológica em alunos e professores, exigindo a retirada de todos do local.

Outros fatos a serem apurados são a exposição de fotos em veículos de comunicação e redes sociais e a difamação praticada contra a diretora. Segundo a assessoria jurídica da Seduc, as unidades escolares têm autonomia para aderir ou não a movimentos grevistas e paralisações, sendo respaldadas por lei.

Além disso, a assessoria afirma que os profissionais têm direito de optar por cumprir a jornada de trabalho e não aderir ao movimento grevista, mesmo que tenha sido aprovada pelo sindicato, e que a decisão do Sintep não sobrepõe à decisão individual de cada profissional da educação.

“Assim como o direito à greve é protegido, a Constituição também protege o direito ao trabalho. Grevistas não podem proibir outros funcionários de trabalhar, caso não queiram aderir ao movimento. A decisão não pode ser imposta a outros trabalhadores”, destaca o secretário-executivo da Seduc, Luciano Bernart.

Ele ressalta que manifestações e atos de persuasão utilizados por representantes de sindicatos não podem impedir, de qualquer forma ou sob quaisquer pretextos, o livre acesso de alunos e profissionais não grevistas ao interior da escola e às aulas.

Outro lado

Ao RD News, o presidente da sub-sede do Sintep em Mirassol, Carlos da Cruz, afirma que foi montada uma comissão, com cinco pessoas, para conversar com a diretora, que não estava no momento. Inclusive, um vídeo mostra toda a movimentação na escola, confira abaixo.

Segundo Carlos, quando a diretora chegou à unidade escolar, pediu a saída dos manifestantes. “Quando a diretora chegou estávamos em silêncio. Começou a falar alto, dizendo que era para sair da escola porque quem mandava ali era ela. Houve alteração dos ânimos de ambos os lados.”

Carlos aponta ainda que em nenhum momento houve pressão aos professores e alunos daquela unidade, como consta na acusação. “Não conversamos com professores e nem com alunos. Jamais fizemos pressão psicológica, jamais vamos fazer algo que provocasse ou prejudicasse os alunos”, ressalta. (Com Assessoria)

 


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